Quando era Primavera partimos em direcção ao sonho. Éramos jovens, os dias não tinham noites e as madrugadas começavam nos teus olhos donde jorrava a esperança.
Depois foi a sina. A sorte escrita na palma da mão. O sonho fez-se destino e o destino mascarou-se de carreira. Havia que tudo agarrar e nos dedos, a quererem apertar o futuro, os anos foram caindo como a areia apertada na palma da mão.
Um dia, ao poente, olhei para trás. Já não consegui dar com o ínicio da jornada. Tinha-se perdido na noite. Dei conta que o caminho da esperança chegara a um bêco sem saída num muro acolchoado de hera que cunfundira com esperança!
Ainda tentei agarrar o sonho. Mas era só pesadelo, silêncio e uma mão regelada pela nevada do Inverno. Nada mais. Era já muito tarde.
E perdi-te para sempre.
js

1 comentários:
Lá no Céu, existe alguém grata pelas tuas palavras. Que bom é amar e ser amado...mesmo que o tempo e a hora não estejam em sintonia. Há os que não sabem o que é amar e os que não sabem viver sem amar. Para os poetas o amor é o ar que respiram,a sua pele,o seu verdadeiro sentido de estar vivo!!!
ANA PM
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