quarta-feira, 7 de abril de 2010

Êxtase



















Terra, minha medida!
Com que ternura te encontro
Sempre inteira nos sentidos,
Sempre redonda nos olhos,
Sempre segura nos pés,
Sempre a cheirar a fermento!
Terra amada!
Em qualquer sítio e momento,
Enrugada ou descampada,
Nunca te desconheci!
Berço do meu sofrimento,
Cabes em mim, e eu em ti!

miguel torga


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2 comentários:

Rosa dos Ventos disse...

Só de ver a imagem cheguei logo a Miguel Torga, o poeta telúrico da terra-mãe!

Abraço

Luis disse...

Caro Amigo Sena,
É verdade que ao ver a imagem e à medida que lia o poema me lembrei de Torga. Tem a força da Terra e a sua beleza ainda que rude!
Um bom domingo e um forte abraço.